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Dra. Rafaela Lantyer

Cirurgia plástica gengival

Gengivoplastia: quando é indicada e quando outra opção faz mais sentido

A gengivoplastia pode ser considerada para remodelar o contorno gengival em situações selecionadas. A indicação depende da causa do formato da gengiva e da saúde dos tecidos.

Gengivoplastia: quando é indicada e quando outra opção faz mais sentido

A gengivoplastia pode ser indicada para remodelar o contorno da gengiva quando há excesso ou irregularidade de tecido e a saúde periodontal permite considerar a cirurgia. Se a aparência estiver relacionada a inflamação, retração gengival ou outros fatores, pode ser necessário avaliar essa causa antes de decidir se a gengivoplastia é apropriada.

O que a gengivoplastia modifica

A gengivoplastia é uma cirurgia plástica gengival que remodela o tecido para ajustar seu contorno. A proposta pode ser considerada quando a gengiva cobre uma parte maior dos dentes do que o esperado ou quando seu formato parece irregular. A extensão da remodelação depende das características de cada pessoa.

O procedimento não trata, por si só, todas as causas de dentes parecerem curtos ou de a gengiva ficar muito aparente ao sorrir. A aparência também pode depender do formato dos dentes, da posição dos lábios e de outros fatores. Por isso, a avaliação precisa considerar o conjunto, e não apenas uma fotografia do sorriso.

Sangramento, inchaço ou mudanças na gengiva podem indicar uma condição que precisa ser examinada antes de se discutir uma cirurgia estética. A gengivoplastia não substitui o cuidado de uma doença periodontal. Para conhecer a proposta desse procedimento, consulte a página sobre gengivoplastia e remodelação do contorno gengival.

Quando a gengivoplastia pode fazer sentido

A possibilidade pode ser considerada quando há tecido gengival em excesso ou uma margem gengival irregular, e quando o objetivo é harmonizar o contorno. Isso não significa que qualquer pessoa incomodada com a quantidade de gengiva visível seja candidata à cirurgia. A indicação depende da anatomia e da condição dos tecidos.

Na avaliação, a periodontista examina a gengiva, os dentes e os tecidos que os sustentam. Essa análise ajuda a entender se a alteração é principalmente de contorno, se há sinais de inflamação ou se a aparência tem outras causas. Também permite discutir qual extensão de remodelação seria compatível com a situação observada.

Uma margem gengival assimétrica, por exemplo, pode levar à consideração de uma cirurgia se a saúde dos tecidos e as características dos dentes forem compatíveis. Ainda assim, a aparência isolada não confirma a indicação: é preciso examinar presencialmente e compreender o objetivo da pessoa. A decisão não se baseia apenas no quanto de gengiva aparece ao sorrir.

Quando a queixa é especificamente a exposição da gengiva durante o sorriso, os fatores envolvidos também precisam ser avaliados. A relação entre sorriso gengival e suas possíveis causas ajuda a entender por que a gengivoplastia pode ser pertinente em algumas situações, mas não necessariamente suficiente em todas.

Quando outra opção ou etapa pode fazer mais sentido

Se a gengiva está inflamada, com sangramento ou inchaço, a prioridade é avaliar a condição periodontal. Gengivite é a inflamação da gengiva e pode ser reversível com tratamento. Periodontite é uma doença crônica que afeta também os tecidos de suporte, podendo envolver perda óssea. Nenhuma dessas condições deve ser presumida apenas pelos sintomas, e o tratamento depende do exame.

Nessas situações, remodelar o contorno sem considerar a saúde dos tecidos pode não atender à necessidade clínica. A avaliação pode indicar que é preciso cuidar primeiro da condição periodontal e, depois, reconsiderar se uma cirurgia plástica gengival ainda faz sentido. A aparência estética não substitui essa investigação.

Já quando a gengiva recuou e deixou parte da raiz exposta, a gengivoplastia não repõe o tecido perdido. A retração gengival tem características próprias, e a avaliação pode considerar se um enxerto gengival para tratar a retração é pertinente. A escolha depende de fatores como a localização e a extensão da retração, além da condição dos tecidos.

Também é importante distinguir a remodelação do contorno da despigmentação gengival. A primeira modifica o formato do tecido; a segunda é voltada à pigmentação melânica natural da gengiva. São procedimentos diferentes, com objetivos distintos, e a indicação deve corresponder à queixa avaliada.

Como decidir e qual é o próximo passo

A decisão começa pela compreensão da queixa e do resultado que a pessoa espera. Em seguida, o exame da gengiva e dos tecidos de suporte ajuda a identificar se há inflamação, retração ou outras características relevantes para a escolha. A partir dessas informações, é possível conversar sobre a indicação, os limites da cirurgia e se outra etapa deve ser considerada.

Procure avaliação se notar sangramento persistente, inchaço, retração ou mudança no contorno da gengiva. Esses sinais não permitem determinar a causa à distância, mas são motivos para examinar a região, especialmente antes de decidir por uma intervenção estética. A indicação individual só pode ser definida presencialmente.

Conheça o tratamento de sorriso gengival da Dra. Rafaela Lantyer.

A Dra. Rafaela Lantyer é cirurgiã-dentista, especialista e mestre em Periodontia, CRO-SP 103.038, e atende em São José dos Campos. Para conversar sobre a sua queixa e avaliar se a gengivoplastia é adequada, agende uma avaliação com a Dra. Rafaela Lantyer pelo botão de WhatsApp do blog.

Referências